segunda-feira, 19 de julho de 2010

Plantando o Guanandi.



Os caminhos s serem seguidos para obter êxito no reflorestamento com madeira de lei : Calophyllum brasiliense, Guanandi ou Landim

O planejamento deve começar em julho ou até antes. Quanto vou plantar? Qual a parte da propriedade que se presta para o plantio? Como está a cobertura vegetal? O solo se presta para o guanandi ? A formiga saúva e a quem-quem está infestando a área? Quantas mudas vou precisar para a tal área?

01. Se a fazenda já está em dia com o novo Código Florestal, deve-se escolher a área próxima da mata ciliar onde há mais umidade durante a maior parte do ano, mas não deve ser encharcado. A literatura fala muito em solo encharcado mas minha experiência diz : não plante em terra encharcada a não ser que se faça valas de escoamento. Assim mesmo as mudas de guanandi não vão bem.

02. Calcule a área que será plantada e , sabendo que cabem 1666 mudas por hectare, faça imediatamente a compra da semente ou encomende já as mudas.

03. Comece a combater as formigas já no mês de julho. Abre os caminhos de acesso à terra e dê uma roçada logo. Se houver muita massa cortada, amontoe os galhos e o excesso de capim para uma leve queimada sob todo o cuidado para não afetar o meio ambiente. Melhor seria deixar o povo mais necessitado retirar os galhos e deixar a massa como matéria orgânica sobre o solo.

04. Demarque o espaçamento de 3:00 x 2:00 e comece a abrir as covas (20 x 20 x 40cm ). Na primeira chuva jogue o agro-silício sobre as linhas das covas em vez do calcário , de tal maneira que o produto caia numa faixa de um metro de largura , caindo dentro da cova, sobre a terra solta tirada da cova e sobre toda extensão da linha de covas.

05. Como em diversos lugares faltam micronutrientes como Bo, Zn, Cu e Mn , pode-se usar o adubo rico em p. e nestes micronutrientes , exemplo: FH444

06. Este adubo deve ser bem misturado na razão de 100 gr na terra solta que saiu da cova e não colocar o punhado direta na cova vazia.

07. Agora coloque a terra adubada e com agro-silício dentro da cova e compactar bem Assim a terra estará preparada para o plantio em final de outubro para o sudeste brasileiro . As chuvas da primavera vão compactar a terra e no plantio não haverá problema de mortes das mudas por falta de agregação das partículas do solo.

08. No início de outubro a brotação das plantas já domina o solo. Chegou a hora de usar uma leve pulverização com herbicida, portanto duas semanas antes do plantio.

09. Chegando as mudas no final de outubro, faça uma pequena área de terra bem plana , bem perto da área do plantio e no sol. As mudas de 30 a 40 cm já estão habituadas ao sol. Descarregou as mudas, molhe-as logo. O transporte retira muita umidade da planta e por isso o caminhão deve ser coberto com lona ou um baú . Nunca transporte as mudas no vento. O ponteiro murcha e não volta mais.

10. A distribuição das mudas deve ser cuidadosa : não jogue a muda mas deposite-a devagar próxima da cova sempre em dia encoberto ou chuvoso para o plantio. Um trabalhador irá na frente fazendo um furo na terra da cova, com o diâmetro da sacola em que está a muda O torrão não pode soltar. O guanandi não agüenta raiz desnuda. Ela morre na razão de 99% nestes casos. Por isso o item 7 é tão importante. Use uma gilete para cortar o plástico e antes de retirar o plástico aperte bem o torrão. Lembre-se que não deve irrigar as mudas 30 horas antes do plantio.

11. No plantio a terra estando molhada, a muda começa a se hidratar. È preciso lembrar que esta cultura é muito exigente em água no primeiro ano Os meses de verão e de chuvas não serão completa garantia para a sobrevivência das mudas. O veranico de janeiro é um perigo . Convém ir ao campo às 15hs e a muda que estiver murchando é sinal que é necessário tomar providências urgentes para que chegue água a estas plantas com sinal de murchamento.

12. As fazendas que tiverem adubo orgânico, convém usar nas covas O guanandi aceita bem e cresce melhor.

13. A poda no primeiro ano é desnecessário mas se depois surgem galhos mais pesados , corte-os a 1cm do tronco. Não deixará sinal na madeira. No 2º. e 3º. Anos as árvores estarão com 3 a 4 m de altura e procuram lançar seus galhos para os lados e assim ocupar todo o espaço livre. Mas no espaçamento usados de 3 x2 este problema será menor.

14. Façam um cálculo comigo : Aos 18 anos após o plantio, tendo 40% de êxito, o resultado será o seguinte:

-- 664 árvores adultas 0,9M³ laminados por pé ; 590 m³ a R$3.000,00 cada.

Comece a sonhar pois o custo de R$60.000,00 /hectare em 18 anos é irrisório

Vendo o resultado final.

Saudações, Marinus.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

REFLORESTANDO COM GUANANDI






Há 3 anos e meio, em sua granja à beira de um lago de 70 m. de comprimento, no Park da Cachoeira, Juiz de Fora MG, o Eng. Agrônomo Marinus Sleutjes plantou 100 mudas de Guanandi para compor a mata ciliar juntamente com árvores nativas, palmeiras, cedros, pinho de Cuiabá e outras espécies. Na foto vemos o Prof. Marinus com as mãos cheias de sementes colhidas em sua granja. Trata-se de sementes da árvore Landim ou Guanandi, (Calophyllum brasiliense) que Dom João VI proibiu o corte em 1810. É a primeira madeira de lei do Brasil que hoje começa a ressurgir em toda a parte do país com a finalidade da produção econômica de madeira de lei para exportação.

Para que seja possível explorar a madeira mais tarde, tudo deve ser planejado minuciosamente. Em primeiro lugar, sua mata ciliar está reservada? E os 20% de reserva da sua área e o topo de morro? É necessário ver quais as espécies arbóreas a plantar e em que faixa de sua propriedade vão dar mais certo. Para este trabalho de planejamento é necessária a orientação de um agrônomo. Esta tarefa importante deve ser realizada até o final deste mês de julho/2010.

Não se deve plantar o guanandi no brejo encharcado nem no alto dos morros. Com excesso de água as raízes apodrecem e a árvore fica baixa, feia, sem muito valor comercial. Não é aconselhável o plantio no alto dos morros, por causa da falta de umidade.



Qual a sequëncia de espécies morro acima? Tudo isso vai compor o planejamento da propriedade quando se fizer a primeira visita técnica do agrônomo.

Em primeiro lugar se definirá a defesa do meio ambiente, depois será tratado o planejamento do plantio de diversas espécies arbóreas no que resta da propriedade. Tudo deve ser pensado:MATA CILIAR, O ENTORNO DO LAGO, OS 20% DE RESERVA LEGAL E O TOPO DOS MORROS.

O Estado de Minas Gerais, com sua topografia acidentada, se presta sim para a produção de madeira de lei – Guanandi, Cedro Australiano e Mogno. Nas áreas de solo mais pobre e mais seco, pode-se usar o Eucalipto e a Acácia Mângio , com a finalidade de produzir madeira para carvão, móveis e mourões tratados. A Acácia como é uma leguminosa que fixa muito nitrogênio, pode ser introduzida na área mais pobre da propriedade. No entanto, as terras localizadas na semi-encosta e na encosta dos morros podem ser usadas com técnica visando lucro e divisas com madeira de lei. Os plantios de Guanandi, Cedro ou Mogno são culturas agrícolas, como a de milho, de soja ou de cana, etc., plenamente viáveis e lucrativas.




Na foto 6068 vemos as mãos do Professor Marinus cheias de sementes de Guanandi já colhidas na sua mata ciliar ao longo do lago. Fazem exatamente 3 anos e 6 meses após plantio das mudas que começou a produção de sementes. As árvores estão com 4 a 5 m. de altura e com 23 cm de circunferência a um metro do solo. A copa ainda está com o formato de um cálice mas os galhos inferiores tendem a ocupar o espaço livre o que pode causar algum desvio de nutrientes da seiva para engrossar os galhos e diminuir o crescimento vertical Esta observação leva a crer que o espaçamento de 3:00 x 2,50 m seja grande demais . Talvez 2,5 x 2,2 m seria mais indicado e assim evitaria estes galhos mais pesados a partir do 3º. ou 4º. Ano de crescimento dos Guanandis.

Na foto 6070 se vê claramente o prof. Marinus no meio da alameda formada por suas mudas de Guanandi, surgindo a Palmeira Real da Austrália, o Cedro Australiano e outras atividades de produção como hortaliças, produção de feijão e outra culturas passíveis de serem introduzidas nos primeiros anos após o plantio de Guanandi .

Na minha idade poderia estar na 4ª. colheita de guanandi com um rendimento de R$1.200.000,00 líquidos /hectare, em vez das primeiras sementes colhidas.

É surpreendente o crescimento das árvores de Cedro Australiano. Parece que o Cedro vai se adaptando melhor à nossa região Tudo precisa de estudos e de experiência pois, tenho usado com grande êxito a escória da Belgo Mineira (Votorantim)e o Guanandi , a Palmeira Real , a grama paulista, a laranjeira , e outras espécies mostram maior vigor, mais saúde e crescimento.

Estamos iniciando a nova produção de mudas para o plantio no verão 2010/2011. Está em cima da hora para entrar no esquema da produção destas madeiras de lei: Guanandi e Cedro Australiano. Estamos aguardando seus comentários e também seus pedidos por maiores informações e pedidos.

Abraço. Marinus.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

DECRETO 6.514 CAUSA PÂNICO ENTRE OS PRODUTORES RURAIS



[ publicado na Revista Cavalo e Cia.com e no Agrojornal de Manhuaçu - MG]


DECRETO-LEI 6514 CAUSA PÂNICO ENTRE OS PRODUTORES RURAIS...

Marinus Adrianus Sleutjes(1)

Caros leiteiros desta coluna pasmem pelo o que está acontecendo, e reflitam no que foi dito pelo deputado Maocir Micheletto-PMDB-Pr na reunião da Comissão de Agricultura da Câmara Federal em Brasília: A população dos produtores rurais do Brasil inteiro, está vivendo em pânico com a vigência do Decreto-Lei 6.514 datado de 22 de julho de 2008 e publicado no diário dia 23 /07. Espero que o Ministro Minc tenha sensibilidade para revogar este decreto diabólico.
É diabólico porque obriga o produtor em 15 meses a registrar e plantar os 20% a 80 % de sua propriedade de Mata Nativa, destruindo sua plantação de café o qual está cobrindo o morro, e outra culturas que estejam produzindo alimentos e divisas, que sustentam milhares de famílias do campo.
É uma invasão no bolso dos produtores porque muitos não podem agora dispensar R$3.000,00/hectare para replantar a mata com essências nativas, sendo que, na grande maioria, não foram eles que derrubaram a Mata Atlântica. As matas desapareceram há mais de 200 anos quando os cafezais foram implantados no Rio de Janeiro e nesta região e o descuido da administração pública que nos levou a esta situação caótica.
Nossos antepassados contribuíram para esta situação em que a natureza não suporta mais as queimadas nem a destruição das matas e florestas. Hoje em dia, na seca, as queimadas destroiem as poucas reservas de mata no entorna das nascentes, incêndio criminoso que se avista ao longo da BR267, km + km
Quem deve pagar o pato? O produtor neste momento se depara com a alta dos preços dos insumos, preços baixos para o café, leite e outros produtos e estão descapitalizados. É um absurdo ter que investir o dinheiro que não tem, só pelos belos olhos dos europeus e americanos. Onde está a lei ambiental deles para impingir castigo igual aos seus produtores rurais? Lá a subvenção governamental chega a distribuir 2.000 dólares por vaca/ano, para que o produtor continue na sua atividade rural. Nos EUA pagam ao produtor para manter as nascentes vigorosas e fazem chegar água pura nas torneiras do povo da cidade.
O decreto 6.514 pegou pesado enquanto as pequenas propriedades rurais vão ter que refazer as matas ciliares ao longo dos cursos de água e assim acabar com as áreas mais produtivas de suas terras e levar ao desespero o pequeno produtor pela sua sobrevivência. E tudo em 15 meses de prazo. Antes era 3 meses. È resultado alcançado pelo Sr. Ministro da Agricultura e pela CNA , mas ainda é totalmente inexeqüível.
É diabólico enquanto grandes produtores, além dos 20% de reserva nativa, necessitam refazer as matas ciliares que foram drenadas e financiadas pelo Banco do Brasil, sob pleno conhecimento de órgãos públicos e muitas vezes incentivados por estes mesmos órgãos. No Estado do Paraná existem hoje inúmeras várzeas destas, produzindo 200 sacas de milho por hectare.
É diabólico porque para um assunto sério deste, não houve plebiscito algum. Por acaso, os nossos legítimos representantes, Deputados e Senadores vieram ao campo para ouvir os produtores rurais, estes poucos eleitores,(10 a 15%) que ainda vivem no campo e sustentam os alimentos sobre a mesa brasileira e de muitas partes do mundo?.
Pergunta-se aos advogados do Brasil:
- é legal castigar alguém por aquilo que ele não cometeu?
- é legal obrigar alguém a investir o dinheiro que ele não possui?
- é legal obrigar alguém a pedir financiamento para empatar naquilo que vai dar retorno em OXIGÊNIO para todos os brasileiros e habitantes do planeta TERRA, e vai diminuir a área plantada no Brasil?
- é legal diminuir a produção brasileira de alimentos em plena fase mundial de maior procura e escassez de alimentos, com conseqüente alta dos preços, afetando os mais necessitados, as populações mais carentes?
- é legal interferir por decreto na posse legítima de 20 a 80% de cada uma de milhões de propriedades particulares, tendo a responsabilidade sobre a mata e sem usufruir nada em particular a não ser o ar que respiram, mas que o mundo tem direito a respirar igualmente?
Que a Classe Nobre dos Advogados opine junto aos sindicatos locais e ajude a classe de produtores rurais, os quais levaram em 40 anos, o Brasil a ser a potência mundial em produção de alimentos.
Ninguém deseja mais do que eu que se encontrem soluções pacíficas para o problema criado no Brasil.
Escreve o produtor Manasses Fabrício dos Santos num e-mail enviado para Brasília: “Essa lei dos 20 a 80% é um absurdo, e fere o direito de propriedade, onera o produtor que já vive entalado com tantas dificuldades. Por amor de Deus, se essa lei não for mudada, vai ser mais uma burrice que vai destruir o produtor rural” e logicamente a produção de alimentos”.
Os produtores rurais devem se inscrever urgentemente nos seus sindicatos, e procurar soluções conjuntas, imediatas e pelos sindicatos levarem suas reivindicações ao governo, senão será tarde demais.

ALGUMAS SUGESTÕES ENTRE TANTOS PROBLEMAS

Como Eng. Agrônomo, com 46 anos de trabalho por este país maravilhoso, verde e amarelo, livre, que sempre esteve ao lado dos produtores rurais, porque já trabalhou como produtor de alimentos no Paraná e sabe quão sofrido pode ser o trabalho no campo, vem agora como professor do curso de Agronomia da Faculdade Vértice, em Matipó externar suas idéias sobre a situação criada pela lei 6514.
É evidente que todos nós devemos estar em alerta para defender a natureza: as matas, as nascentes ,os campos, a cobertura de húmus sobre o solo, limitar o uso de água, diminuir o lixo dia a dia. Tudo é importante pela vida futura dos nossos netos. Talvez já seja tarde.

- Foi a livre iniciativa que nos levou à produção pujante de alimentos, a agricultura moderna que causou inveja até aos países do Oriente. Baseado nisso, é preciso que se altere a lei para uma comunicação mais branda e que a propriedade privada seja respeitada para que haja paz no campo. - Que a introdução das matas ciliares, não destrua a sobrevivência dos pequenos produtores rurais. Que eles possam plantar nos piquetes próximos dos cursos dágua, essências florestais, Macaúba, Aldrago e Guanandi, onde possa sobreviver a pastagem de seu gado leiteiro(Atividade SILVOPASTORIL.) e possa obter seu sustento dos frutos da Macaúba e do corte programado do Guanandi, 1ª. Madeira de Lei do país, e controlado e licenciado pelas autoridades competentes.
- Que as matas ciliares possam ser reconstituídas com maior prazo e com financiamento pelo governo, a fundo perdido, para todo produtor que comprove que não é o autor do desmatamento próximo aos córregos. Assim estará sendo feita justiça.
- Comprovando-se que o autor da destruição da mata ciliar, é mesmo o atual proprietário das terras, este arcará sim com os custos todos do reflorestamento ciliar num prazo que seja de 1 a 2 anos.
- Fazendas produtivas, que possuem mais de 30 % em Mata Nativa e Matas ciliares, deveriam ser premiadas pelo governo federal por atenderem aos requisitos de produção e sustentabilidade do meio ambiente. Afinal de contas estes produtores são heróis por emprestarem 30 % do seu negócio para o bem dos netos de toda a população do mundo. E os da Amazônia com 80 a 85% de reservas, passam a ser escravos do nariz daqueles que vivem no mundo dito evoluído.
- Que o Reflorestamento Econômico Renovável seja difundido, orientado e apoiado pelos Eng. Agrônomos e Florestais tanto do IBAMA, quanto pelos do IMA, IEF< e especialmente pela EMATER local para que assim haja rendimento financeiro para o produtor e ao mesmo tempo, o Brasil se cubra de florestas pujantes e renovadoras do ar e a sustentabilidade da natureza se torne uma realidade para os nossos filhos e netos.
Que este artigo seja entendido por todos como sendo uma proposta de soluções para o problema do campo de tal modo que, implantando com amor e paz, as medidas propostas, seremos um exemplo para o mundo inteiro de conservação da natureza e da possibilidade de sobrevivência do HOMEM no planeta terra. Que os países desenvolvidos cuidem tanto do meio ambiente quanto os brasileiros, e deixem o topete de lado e venham aprender com o produtor rural brasileiro o que pode salvar o Planeta Terra.

Entre no meu blog:
www.marinus-reflorestar.blogspot.com

domingo, 27 de julho de 2008

Bodiesel de mamona?

Recentemente , há menos de um mês chegou a notícia estarrecedora: o biodiesel de mamona parece estragar os motores a diesel. Os produtores, na maioria agricultores familiares, estão com a sua produção estocada no porão. Há pessoas que plantaram no meio de cafezais bem adubados e obtiveram toneladas de mamona por hectare e agora não sabem o que fazer com o produto.
Mais uma vez o produtor paga o pato enquanto os dólares vindos do exterior são investidos em aproximadamente 180 indústrias esmagadoras de grãos, parte já em funcionamento , muitas em processo de construção. E o Produtor? .. a ver navios no meio do deserto. A soja e o caroço de algodão estão sendo esmagados e o preço do óleo de cozinha e de ração para as aves, suinos, gado leiteiro, etc .. só subindo . É preciso acelerar a produção de pinhão manso e parar de construir usinas por enquanto. Por quê o dinheiro não pode ser investido na produçãode grãos que não concorram com a alimentação humana e dos animais? É necessário começar no campo, reunir os produtores em associações e cooperativas e auxiliar os homens do campo a ter um futuro promissor. Onde estão as pesquisas sobre o Pinhão Manso? Teremos tempo para chegar à alta produtividade desta planta? Os produtores podem confiar nela? Muitas águas passarão por debaixo da ponte? Marinus.


O ideal permanece: reflorestar é a resposta que o Eng. Agrônomo, Marinus, indica para a sustentabilidade do Planeta Terra. Preservar a Amazônia é muito bom, mas plantar , reflorestar com essências que possam nos dar dupla alegria: retorno financeiro e sustentabilidade, é muito melhor. Guanandi, Teca, Mogno, Acácia Mangio, Cedro Australiano, e Pinhão Manso (este, após muita pesquisa), podem nos dar a honra de ser o País do presente em alimentos , madeira, biodiesel de que o mundo vai precisar cada vez mais.
O produtor rural já cede 25 a 30 % de sua propriedade para o bem das pessoas do mundo inteiro com a reserva legal e mais a mata ciliar e assim cumpre o seu dever para com a sustentabilidade, e ainda produz alimentos para o mundo. Marinus Adrianus.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Liberou o plantio de pinhão manso no Brasil




Pinhão Manso(Jatropha curcas) é um arbusto que produz um feijão preto dentro de uma cápsula um pouco oval , de cor verde. Quando ela comeca a amadurecer, fica levemente amarelada e sacudindo a árvore, estas caiem e as verdes não. Se usar a lona sob cada arbusto, a colheita é rápida. Este feijão é tóxico , portanto, não plante feijão comestivel nas entrelinhas, nem use secar o feijão comestível junto do pinhão manso. Por causa desta história , o Brasil proibiu o plantio desta árvore, pasmem, até meados do mes de janeiro de 2008. Enquanto isso, em alguns países da Africa e na Austrália já existem producões de 7 a 8 mil kg /hectare , ou seja: 3.500l de biodiesel /ha/ano.
Vantagens: Cresce nos morros, não é exigente em água, nem em solo, retira C do ar, cobre o solo como os grandes cafezais, produz biodiesel que é menos poluente do que diesel de petróleo, é esmagado sem solventes, o processo é o mais simples possível, qualquer fazenda ou grupo de produtores poderá se unir para a producão de sua energia.
Rendimento: vai variar R$800,00 a R$ 4000,00/ha.ano , dando emprego por muitos meses ,desde janeiro a maio para a colheita e mais meses para a adubacão e cultivo.
espero ter respondido ás perguntas.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O plantio do Pinhão Manso-Jatropha curcas

Plantio de Pinhão Manso. Para que plantar isto? Para muitas finalidades: Ocupar o solo que está nú; para ocupar a terra de morro onde nem pastagem sái direito; para produzir biodiesel; para sequestrar mais carbono do ar; para produzir um feijão preto grande, que é tóxico mas que tem 40 a 50 % de óleo vegetal = biodiesel ; para dar mão de obra em região de morros, durante muitos meses do ano; para melhorar a vida dos cidadãos brasileiros que desejam ganhar sua vida com trabalho e honestidade.
Escolha da área de plantio: Terra drenada, seca, morro, que não serve para mais nada. O pinhão manso não suporta terra encharcada de água. Terra fraca não dará mais do que 2 ton/h de produção mas pode-se adubar anualmente cada pé e ocupar o espaço inútil das fazendas.
A muda pode ser produzida no lugar do futuro plantio. Leva dois meses para chegar a 40cm. Enquanto isso, se covea a área. Espaçamento : 3.00 X 2,50 m ou seja 1300 pés por ha.
Covas de 20 x 20cm com leve adubação fosfatada. Em seguida , arranque as mudas do chão, sem torrão, não há diferença, e vai plantando-as no ato nas covas já preparadas. Se for num dia de chuva ou de solo molhado, não falha uma sequer.